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PROCRASTINAÇÃO


PROCRASTINAR é deixar para depois. É deixar para outro dia, delongar. É adiar por diversos motivos algo que não se quer fazer ou com que não se quer entrar em contato, evitando um desconforto temporariamente, tendo um alívio imediato, tornando-se um círculo vicioso.
Sob o risco de perder os prazos, a pessoa deixa para fazer as tarefas ou atividades na última hora. Tal adiamento costuma trazer sentimentos de culpa e muito estresse.
Com um prazo menor para realizar a tarefa, a pessoa encontra nisso argumento para um resultado não tão satisfatório, porque não teve tempo para fazer melhor. A pessoa consegue executar a tarefa sob a justificativa “Foi o que deu pra fazer, pelo menos eu fiz”, fazendo com que a procrastinação não pareça tão grave e aliviando o desconforto e provavelmente continuará adiando as próximas atividades.
Em alguns casos, a pessoa evita, adia o desprazer em troca do alívio imediato, porque possui uma exigência por resultados muito superiores, difíceis ou inatingíveis. É o caso dos perfeccionistas. Fazer o básico não o satisfaz, então, ele fará quando ver que consegue superar-se, contudo, seu padrão é inalcançável, ‘feito’ para não ser atingido.
Há os procrastinadores que, por insegurança a respeito de si, preocupam-se demais com o julgamento do outro, evitam a tarefa por medo da crítica, e, também, por medo do fracasso, por não terem confiança nas suas capacidades. Também podem ser considerados perfeccionistas. Evitar executar a tarefa os protegem de fracassar. A intolerância à frustração é apontada por Ellis e Knaus (1977) como sendo uma das causas mais diretas da procrastinação.
Pode-se entender, então, que a procrastinação acontece em muitos dos casos em virtude de crenças que a pessoa tem sobre si. Quando a pessoa acredita que é capaz de desempenhar uma tarefa ela está com um juízo formado acerca das suas capacidades. Bandura deu a isso o nome de autoeficácia percebida e, segundo ele, a autoeficácia percebida pode ter maiores efeitos do que a própria capacidade cognitiva. É o juízo das pessoas sobre suas capacidades.
A avaliação da autoeficácia adequada é importante para não superestimar-se e acabar aceitando tarefas desafiadoras além da conta, e também, para não para subestimar-se a ponto de acontecerem comportamentos como a procrastinação, entre outros. É importante ter juízo de eficácia, saber aceitar desafios que excedem levemente o que se pode fazer.

Sair do ciclo da procrastinação, perceber-se, tornar-se consciente, realizar atividades, ser capaz de aprender, atingir resultados. Um psicólogo pode te ajudar.

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